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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

A PRAIA DAS GAIVOTAS

(fotos de Setembro 2008)

(Uma minoria, calmamente a baloiçar na água, enquanto o barco de pesca - ao fundo à direita- tinha ido lançar as redes)

(Enquanto no areal este "pessoal" esperava a pescaria. Muito atentas e viradas para o mar)

( O barco já chegou!.... Traz peixe fresquinho !.... Vamos a ele!
E tu... ó jovem gaivota o que estás a fazer aí especada a meio da fotografia ?(na parte inferior)

(Peixe fresquinho... bem ao nosso gosto!....)

(Olhem estes "pacóvios" todos a ver e os outros a tirar fotografias! )



GAIVOTAS

Há aquele velho ditado que diz: “gaivotas em terra é sinal de vendaval”.

Mentira digo eu, pois não há nenhum vendaval e gaivotas não faltam.

Nestes últimos dias elas têm 2 habitats .E se muitas passam a maior parte do tempo sobre a água do mar, baloiçando-se tal como um barco, outras há que resolveram invadir os longos areais das praias.

Quando na semana passada fui aproveitar uma tarde ensolarada, estava longe de prever que a praia estava cheia de “veraneantes”.

Ficou-me a vontade de lhes tirar algumas fotos.

Por isso, esta semana, lá estava eu de máquina em punho.

Elas eram aos largos milhares. Era uma chinfrineira dos diabos. E as atrevidas faziam voos rasantes sem medo das pessoas (o que também é muito pouco vulgar).

.

Nunca vira tantos milhares destas aves juntas. Era uma autêntica praga!

Elas têm vindo a reproduzir-se de maneira assustadora, o que já fez com que o Instituto de Conservação da Natureza tomasse algumas medidas adequadas ao controle de natalidade destes animais selvagens.

Segundo os cálculos, por ano podem nascer 50 a 60.000 novas aves.

Por isso, têm controlado os ninhos (que geralmente têm até 4 ovos) e têm feito a sua esterilização envolvendo os ovos em parafina.

Sempre que estas equipas deparam com ninhos sem ovos, retiram-nos daquele local .Isto porque, estas aves ao fazerem um ninho nidificam sempre nele.

As posturas dos ovos começam em Abril.

Da postura até à eclosão passam geralmente 30 dias. E cerca de 45 dias depois, as aves jovens são autónomas dos pais.

(as mais jovens são as que têm a plumagem mais acastanhada)

São aves monogâmicas pois acasalam sempre com o mesmo par. Enquanto a fêmea está a chocar os ovos, o macho guarda o ninho. Quando a fêmea vai procurar alimentos, o macho rende-a no ninho.

Pouca a pouco têm vindo a afastar-se, gradualmente, das zonas costeiras e das falésias.

Assim, têm vindo a invadir zonas mais interiores, aparecendo, com alguma frequência, à beira de rios e lagoas de água doce.

(Elas não se alimentam só de peixe, mas também de restos de comida caseira, ovos de outras aves e insectos).

14 comentários:

_+*Ælitis*+_ disse...

Nunca tinha visto tantas ao mesmo tempo!

Beijo meu ♥,

A Elite

Vento no Cabelo disse...

belíssimas fotografias!

Carla disse...

que belo post...encantei-me com as imagens
bom fim de semana
beijos

Flying Solo disse...

Belas fotos e reportagem!
Eu já vi destas pragas nas Berlengas :)

Osvaldo disse...

Caro amigo Hiltom;
"Se uma gaivota viesse"... só falta o maravilhoso fado interpretado pela Grande Amália para emoldurar as suas maravilhosas fotos...
As gaivotas, algo tão nosso, tão lusitano, parte integrante das nossa paisagens, têm o lugar de detaque que merecem, neste seu post.
Parabéns pela ideia e também pela qualidade do tbalho.
Um abraço

mundo azul disse...

As fotos estão tão bonitas!
Que pena terem de cuidar dessa maneira da reprodução das gaivotas...


Gostei muito do seu espaço! Muita informação...


Beijos de luz!!!

Ana in UK disse...

Fantásticas as fotos, principalmente a 2ª. Muito bem apanho e documentado ;)

maria inês disse...

Bom dia, tenho uma foto com uma gaivota, tirada no porto que vale a pena ver! Obrigada pela visita e comentário

maria inês disse...

Bom dia, tenho uma foto com uma gaivota, tirada no porto que vale a pena ver! Obrigada pela visita e comentário

Jorge Monteiro disse...

Olá Hiltom.
Obrigado pela visita ao meu modesto blog e pelo comentário. De facto trata-se da janela da prisão da torre em Ponte de Lima.
Gostei imenso desta sequência de fotos dedicadas às gaivotas.
São fotos bem oportunas...
Parabéns Abraço.

Helena de Tróia disse...

olá. Gostei muito desta reportagem das gaivotas. não só pelas fotos mas de todo o trabalho e tempo a que se dedicou para fornecer toda a informação.Parabéns pelo blog. voltarei.

maria-joão disse...

Fui a Peniche. Nunca tinha ficado num meio habitacional assim tão perto do mar e fiquei estupefacta porque enquanto nós temos pardais telhados... eles teem gaivotas.
Achei lindo.

hiltom disse...

Resposta a Maria João:
Aliás a Câmara de Peniche foi das primeiras(senão mesmo a 1ª) a tentar controlar a praga das gaivotas,porque elas abundam nos telhados e sujam tudo.Entopem as caleiras.Daí a necessidade de reduzir essa praga

Liliana Gonçalves disse...

gostei das fotografias das gaivotas,

deve ter sido um frenesim ahahahhahaah

Bjs