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domingo, 19 de setembro de 2010

MADRID

MADRID




Este é um destino a uma hora de voo de Lisboa , mas que muitas pessoas não conhecem.
Também tem o seu encanto, embora eu considere que antes há que conhecer outras cidades Espanholas (tais como Barcelona, por exemplo).
Tem a vantagem de ser mais barato que aquela cidade catalã.
O ideal para um fim de semana prolongado e agora nesta época já livre daquelas temperaturas altíssimas de Verão .(o calor era tanto que nesta foto podem ver o jardineiro a dar uma mangueirada para refrescar a cabeça)

Uma cidade com bons e eficientes transportes públicos e mais baratos que em Lisboa.
E, tal como referi, um fim de semana maior dá para visitarem estes locais.
Se não passa sem visitar um museu, dê um saltinho ao Rainha Sofia ( a menos que queira passar meio dia do seu pouco tempo no irresistível Museu do Prado).
Então.......desejos de bom fim de semana em Madrid.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

ILHA DE SÃO MIGUEL- AÇORES

Esta é, para mim, a mais bonita das Ilhas Açoreanas.
E se uma imagem vale mais que mil palavras, aqui vos deixo algumas fotos captadas um destes dias.
O melhor das viagens são as sensações que vivemos e que guardamos só para nós.
As paisagens, os cheiros , os sabores das comidas, a hospitalidade de quem nos recebe...tudo isso é difícil de esquecer. Elas fazem parte do nosso álbum de recordações.
Para os outros... um pouco do que os nossos olhos viram.



quarta-feira, 23 de junho de 2010

NAXOS

Fica no mar Egeu e é a maior das Cíclades. Tem cerca de 450 Km2.

No pino do Verão é completamente impossível andar descansadamente por aquelas bandas ,principalmente assim que a tarde acaba até de madrugada.

Tem boas praias, de areia branca e fina(algumas ilhas têm muitas pedrinhas na praia, o que poderá ser bonito nas fotos mas doloroso para os pés mesmo na entrada e saída da água).

E uma das coisas que se vê logo à chegada ao porto é o Portal de Apolo.

Ao longo da marginal, na zona dos restaurantes, cafés e afins, podemos ver o polvo fresco pendurado a secar.

Vale a pena partir à descoberta de pontos de interesse no interior da ilha.Visitar pequenas aldeias perdidas entre pequenos montes ou encravadas em alguns vales. Ver como vivem as pessoas e quais os seus hábitos, porque não são só as cidades e zonas mais turísticas que merecem a nossa visita.

Por aqui também abunda o azul nas portas e janelas das casas. Um belo contraste com o casario tão branco! Há flores em todo o lado. Elas fazem parte do cartão de visita de qualquer ilha deste belo país.
(foto tirada do Portal de Apolo sobre a cidade)

Outra vista sobre a cidade

Numa pequena aldeia do interior da ilha.
Aqui, onde as ruas são bem estreitas, não existem automóveis. As motas e as motoretas são o meio de transporte de pessoas e bens.
Quando alguém morre. as exéquias são anunciadas em cartazes e colocados nas árvores e muros .Muitas vezes estes cartazes têm a foto do defunto.
As praias têm vastos areais e a areia é branca e fina ( o que não acontece em muitas ilhas pois em vez de areia há pedras e pedrinhas.
O terço Grego ou combóloi .Além de servir para rezar,também o usam para aliviar o stress. Há modelos diferentes para homens e mulheres.
Por aqui, os contadores da luz ainda são de modelo bem antigo

E que dizer dos contadores da água?
Para finalizar, esta é a "exposição" de rua da mercearia mais antiga de Naxos.Aquela cujo vídeo está na postagem a seguir.
Ela faz parte dos postais da ilha. O dono, um ancião, muito bem disposto, com uns 90 anos muito bem vividos, passa o dia sentado, á beira do passeio, junto ao bidon dos amendoins. Convida os turistas a comerem com ele. Mas à minha filha ofereceu-lhe uma rosa. Os vizinhos do outro lado da rua bateram palmas. O velhote riu-se. Parece que é costume ser assim.
Em novo devia ser jeitoso!



NAXOS-COMÉRCIO TRADICIONAL

domingo, 14 de março de 2010

ALCOBERTAS- RIO MAIOR (1)

Depois de termos ido às salinas de Rio Maior, resolvemos partir à descoberta do que interessante houvesse para ver nas redondezas.
Mais uma vez foi utilizado o velho método de passar pelo turismo, recolher panfletos e ouvir a opinião de quem está atrás do balcão de informação.
Por isso o nosso destino seria uma pequena povoação a escassos quilómetros das salinas: Alcobertas.
A igreja matriz estava aberta e entramos.
Antes, porém, já sabíamos, que, no seu exterior e paredes meias com esta igreja, se encontrava um dólmem-( um monumento megalítico funerário do período neolítico ).
Ele é um dos dez maiores dolmens da Península Ibérica. Os outros dois estão no Alentejo.
No seu interior(dólmem) funciona uma pequena capela que merece ser visitada.
E, porque esta visita foi feita na primeira quinzena de Janeiro, era neste mesmo local que estava montado o presépio.



E para quem quiser saber algo mais:
http://riomaior-cidadeviva.com/roteiro/freguesias/alcobertas/igreja_matriz.html

À saída perguntamos a alguns locais como podíamos chegar "aos silos "

http://www.lifecooler.com/edicoes/lifecooler/desenvRegArtigo.asp?art=1401&rev=2

E"aos fornos":


O dia já estava quase no seu final, o frio já se fazia sentir, mesmo assim ainda deu para tirar algumas fotos.

ALCOBERTAS -RIO MAIOR

Mas, antes do regresso a Lisboa ainda tínhamos que passar pela"nascente"da Ribeira de Alcobertas.
E como este Inverno tem sido bem chuvoso, água não faltava.

domingo, 10 de janeiro de 2010

SALINAS DE RIO MAIOR

Se as salinas existem perto do mar, muitos de vós perguntarão como é possível elas existirem em Rio Maior que fica a cerca de 30 Km do mar.

Tudo tem uma explicação e esta até é bem simples e fácil de perceber.

Elas ficam na base da Serra dos Candeeiros que é essencialmente formada por material rochoso calcário. Logo, de fácil impermeabilização por parte da água das chuvas. Por isso, muitos rios em vez de correrem à superfície terrestre acabam por se infiltrarem e correr a nível subterrâneo.

Uma destas correntes de água, ao atravessar uma jazida de sal-gema, faz com que a água fique extremamente salgada.

Reza a história que há muitos milhões de anos existia mar nesta zona. Daí, a existência desta jazida de sal gema.

As salinas são, actualmente, abastecidas electricamente através da puxada das águas subterrâneas para um poço que existe no meio delas.

(Ainda se notam vestígios do processo manual que era utilizado há alguns anos atrás, e cujos restos se podem observar em 2 grandes paus inclinados junto ao tal poço).

Depois da água ser sugada através dessa actual mota-bomba, ela é distribuída através de canais por todos os 8 tanques ali existentes.(depois cada tanque é subdividido em outros de menores dimensões).

De seguida vem todo um processo que é demasiado conhecido: a água em contacto com o sol e o vento ( e porque longe do mar o ambiente se torna mais seco e quente esta transformação é bastante rápida), dá origem à evaporação da água.

Ao fim de 6 dias a água desapareceu e ficaram os cristais de sal.

São retirados manualmente,sendo utilizadas pás de ferro para os raspar do fundo os tanques e são colocados nas chamadas eiras, estrados de madeira que se podem ver ao longo dos tanques.

Passadas 60 h ele é retirado em sacos ou em carrinhos de ferro e tem como destino o armazenamento na cooperativa. A partir deste local é distribuido pelo mercado.

Há também uma explicação para o facto de os produtores se terem organizado numa cooperativa:
Quase todos os produtores de sal são agricultores. As salinas só são exploradas nos meses de Verão (Maio a Setembro).

Como cada um apenas faz a exploração de um pequeno tanque , logo, prevê-se que daí não advenha qualquer lucro. Com a formação da Cooperativa em 1979 isso deu origem a uma melhor organização e maior e mais rentável produção, pois estas minas , em exploração constante durante a época estival são altamente rentáveis.

Ao longo da rua que dá acesso às salinas podemos ver pequenas casa de madeira que foram adaptadas a casa de comércio e petiscos.

Antigamente era nelas que o sal era guardado.

A escolha deste material-madeira- foi feito devido ao facto de ela não ser corrosível com o sal. Podemos ver troncos de madeira de oliveira em todas elas, que funcionam como suportes laterais da sua estrutura.

Um pormenor engraçado prende-se com as fechaduras de madeira. Aparentemente todas iguais mas o certo é que não há 2 iguais.

São ainda umas chaves grossas, com um orifício na ponta. Ao entrar na fechadura, sempre na posição de virada para cima, isso faz com que a tranca se solte.

Entre os muitos produtos artesanais que podemos comprar por estas bandas há dois que são mesmo típicos daqui: as mocas de Rio Maior e os queijinhos de sal.

O que são queijinhos de sal?

É sal enformado que depois é cozido em forno de lenha a alta temperatura. Então, ao raspá-los, retiramos os cristais que podemos utilizar na nossa cozinha.

A altura para esta minha visita não foi a melhor, pois os tanques apenas têm água das chuvas. O interessante será mesmo uma visita no auge da sua laboração, para vermos então as diversas fases desta intensa laboração.

Encontramos ainda alguns pormenores dignos de registo, tais como a pequena floreira e o lavatório à porta desta casa de petiscos e que, em tempos ancestrais faria a delícia de qualquer das nossas avós.

Ah sim..... quarto que se prezasse tinha de ter um lavatório assim. Só lhe falta a bacia a aparar a água lá em baixo e o jarro de esmalte ao lado.......pois a toalha já lá está!

lol lol